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Na brilhante apresentação do livro Enigmas, Evocações e Sonhos, a cargo do Professor José Moreira da Silva, que decorreu na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, em Braga, leu-se poesia de Álvaro de Oliveira. E ali marcaram presença muitos amigos e amigas do autor em jeito de abraço literário.

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Ser poema Ser poeta, ser poema, talvez trovão ser letra a letra o verso que me interessa e ao mesmo tempo um simples cidadão em quem tudo acaba ou recomeça. Aqui e ali, penas vou encontrando penas que me conduzem ao pensamento. Tons de sílaba faço-os cantando nas searas do sonho, nas mãos do vento. E que importa que seja ou que não seja pedaços de poema, rima, marfim, cristais luzentes, prata e ouro fino? Pretendo que o poema me proteja que o ser doutra maneira ou ser assim… mesmo feito palavras por destino. Álvaro de Oliveira
Procurava o olhar íntimo de uma oração que aos pés da cidade o tempo consagrou. Talvez se demorasse. Ia com os instantes selados no peito até ao fim dos séculos para que o tempo deixasse de passar por si.